Como precificar semijoias para ter lucro real em 2026
Este é o erro número 1 nas buscas do Google sobre gestão: confundir markup com lucro. Vamos simplificar: Markup é um índice multiplicador aplicado sobre o custo para chegar ao preço de venda, enquanto a Margem de lucro é o que sobra no seu bolso depois de pagar tudo (peça, impostos, comissões, taxas). O cenário do desastre é comum: você compra um brinco por R$ 20,00 e aplica um markup de 2.0 (vende por R$ 40,00), achando que teve 100% de lucro.
No entanto, ao subtrair os custos (Taxa do cartão de aprox. 4% - R$ 1,60; Embalagem e "mimo" - R$ 3,00; Imposto Simples Nacional médio - R$ 2,50; Comissão de vendedora, se houver - R$ 4,00; Custo da peça - R$ 20,00), a sobra real é de R$ 8,90. Sua margem real não foi 100%, foi apenas 22%. Se você oferecer um desconto de 20% para fechar a venda, seu lucro vira pó.
Outra questão crucial é a armadilha do estoque parado (o custo de oportunidade). Em 2026, com a rotação rápida de tendências (como as peças orgânicas e o banho de ródio), estoque parado é sinônimo de dinheiro apodrecendo. Precificar corretamente envolve também calcular o "Custo de Manutenção de Estoque".
Se uma peça fica 6 meses parada, ela já custou parte do aluguel, da energia e do seu capital de giro. Uma dica de ouro é que seu sistema de gestão deve alertar quais peças (SKUs) não giram há mais de 90 dias, permitindo que você faça promoções estratégicas apenas para esses itens, liberando caixa para comprar novidades.
Para quem trabalha com revendedoras, a gestão do consignado é onde o dinheiro desaparece se não houver atenção. A precificação é ainda mais crítica, pois você precisa considerar a comissão da revendedora (que pode chegar a 30-40%) dentro do preço final, sem inviabilizar a venda. Fazer esse controle em planilhas ou cadernos é humanamente impossível quando você escala para 10, 20 ou 50 revendedoras. Um erro de digitação na devolução de sacolas pode custar o lucro do mês inteiro.
Para lucrar de verdade em 2026, abandone o multiplicador fixo e adote a precificação estratégica: a fórmula da sobrevivência. Essa precificação dinâmica exige que você:
Mapeie custos variáveis: liste cada centavo que sai apenas quando a venda acontece (taxas, comissões, impostos).
Defina sua margem de contribuição: quanto deve sobrar para pagar os custos fixos (aluguel, pro-labore, luz) e gerar lucro?
Segmente por categoria: peças de "entrada" (brincos pequenos) podem ter margens menores para atrair clientes, enquanto peças de "tendência/luxo" (fusion, zircônias premium) devem ter margens maiores pelo valor percebido.
Conclusão: a tecnologia é o seu melhor sócio. Você não entrou no mercado de semijoias para ser um escravo de planilhas de Excel complexas. A criatividade, a curadoria das peças e o atendimento ao cliente são o coração do seu negócio. A matemática chata deve ser responsabilidade do seu sistema.
Um ERP especializado no segmento não apenas "guarda dados", ele calcula o preço de venda ideal baseado nos seus custos reais, controla as sacolas consignadas automaticamente e te diz exatamente quanto você lucrou no fim do dia, não quanto você vendeu. Quer parar de trocar dinheiro e começar a construir uma marca lucrativa? Conheça como a Alfa Networks simplifica a gestão financeira e de estoque para centenas de empresas do setor.
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